Fundos de pensão participam com 17,4% do PIB brasileiro
Os fundos de pensão vêm ganhando uma importante dimensão social e poderão se tornar os grandes investidores no setor de infra-estrutura no país. Em matéria publicada no jornal O Valor, a perspectiva é a de que os Fundos administrarão R$ 1,8 trilhão até 2020. Isso se repetirem a média dos últimos 10 anos e continuarem crescendo 10% ao ano. Atento a essa perspectiva, o Governo publicou a Resolução CMN nº 3.456/07, que permite investimentos em infra-estrutura, com a aplicação na carteira de participações do segmento de renda variável, com limite de alocação de 20%, do plano de benefícios. Atualmente isso representa R$ 80 bilhões.
De acordo com o levantamento feito pela Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp), o total de ativos administrados pelos fundos de pensão atingiu no primeiro semestre R$ 413,5 bilhões, o que representa 17,4% do PIB brasileiro.
O participante muitas vezes nem se dá conta de que as suas contribuições formam esse montante. Tudo começa quando o cidadão percebe que a aposentadoria concedida pelo INSS é insuficiente para manter os padrões de qualidade de vida. A aplicação mensal de uma quantia de dinheiro, uma parte paga pelo participante e a outra pela patrocinadora, serve para acumular dinheiro com o objetivo de formar uma renda futura. Esta, somada à aposentadoria do INSS, contribui para manter o padrão de vida do participante ao se aposentar.
Os recursos acumulados compõem o patrimônio da entidade. Esse dinheiro é utilizado para gerir os planos de benefícios, linhas de empréstimos, e para a atividade-fim, que é a geração do benefício futuro. Durante o período em que esse dinheiro é administrado pela Fundação, os recursos são investidos com o objetivo de fazer o bolo crescer para que a entidade tenha condições de honrar seus compromissos futuros. Em 2006 os fundos de pensão arrecadaram cerca de R$ 20 bilhões em contribuições e pagaram cerca de R$ 34 bilhões em benefícios.
Na avaliação de Leonardo Paixão, Secretário de Previdência Complementar, e Ricardo Pena, Secretário de Previdência Complementar Adjunto, em artigo publicado na Gazeta Mercantil, se “os fundos direcionarem seus recursos para investimentos em infra-estrutura, estarão privilegiando aspectos de segurança e liquidez em detrimento de projetos rentáveis cujo retorno seja de longo prazo”. Ou seja, o dinheiro aplicado nesses projetos correm menos riscos do que as aplicações financeiras e com bom retorno para os fundos.
Fonte: Informativo da Fundação CODESC de Seguridade Social.