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IMPACTO DO NOVO CORONAVÍRUS SOBRE AS CARTEIRAS DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

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por comunicacao publicado 14/04/2020 10h23, última modificação 15/04/2020 17h31

 

 

O blog Abrapp em Foco publicou entrevista realizada com Giancarlo Germany, Diretor Executivo da Mirador Atuarial. O executivo teceu comentários sobre o momento atual, em especial sobre o impacto do COVID-19 no mercado.

 

Destacamos os pontos que devem ser objeto de reflexão:

 

Apreensão com a renda variável: “Estão todos apreensivos, pois os fundos de pensão vinham aumentando a exposição à renda variável nos meses de dezembro e janeiro. Com a pandemia, as carteiras de ações tiveram uma desvalorização de até 60% em alguns casos. As fundações estavam ampliando a exposição à Bolsa, com um movimento de forte entrada no mês de janeiro.”

 

                 Nota da FACEAL: ao final do mês de fevereiro a exposição em renda variável era de 19,38% no Plano CD e de 11,99% no Plano BD.

 

Títulos públicos: “As carteiras de títulos públicos marcados na curva tiveram impacto pequeno. Porém, os títulos públicos marcados a mercado também sofreram forte impacto negativo, com o início da crise. Essas carteiras vinham de um período de forte valorização em 2019. O prêmio dos títulos subiu de 3% para 4,5% ao ano, ou até mais, gerando desvalorização das carteiras a partir do final de fevereiro.”

 

                 Nota da FACEAL: os planos previdenciários da FACEAL, ao final do mês de dezembro/2019, tinham os seguintes percentuais                               aplicados em NTN-B, muito próximos dos verificados ao final de fevereiro/2020:

                 Plano CD: 5,71% na curva e 20,70% a mercado;

                 Plano BD: 44,51% na curva e 33,70% a mercado.

 

 Mudanças nas regras: “Ainda é cedo para se propor mudanças nas regras para cálculo e equacionamento dos déficits. O importante é não realizar as perdas, os prejuízos com a venda dos ativos. É preciso esperar a recuperação. Pode ser que a recuperação não seja total, mas pode ser reduzida, por exemplo, para 5% ou 10%.”

 

Maior clareza: “É preciso passar alguns meses para se ter uma ideia clara dos déficits. É muito difícil tomar decisões neste momento. É preciso esperar um cenário mais firme. É muito prematuro mudar as regras e os prazos para os cálculos. Os déficits atuais não impactam sobre os fluxos mensais. Não há necessidades de movimentos bruscos neste momento.”

 

                   Nota da FACEAL: o plano BD da FACEAL é superavitário. O superávit vai sofrer redução, mas o plano continuará entre os mais                             solventes do Brasil, com recursos suficientes para pagar todas as obrigações aos participantes e beneficiários.   

 

Recuperação na China: “Tem setores e regiões na China que já recuperaram entre 80% e 90% da capacidade produtiva. Algumas regiões mais afetadas conseguiram controlar o coronavírus em um período de 3 ou 4 meses. A pandemia em países como a Espanha e Itália começa a apresentar sinais melhores.”

 

Importância da comunicação: “É importante reforçar a comunicação com o participante. É necessário mostrar que os gestores das fundações estão cuidando dos ativos e que as reservas estão guardadas com zelo. O participante precisa saber como funciona o fundo de pensão, que não foi realizada nenhuma perda. E que quando passar a crise haverá uma recuperação.”

 

                    Nota da FACEAL: realiza-se perda quando a entidade se desfaz de um ativo cujo valor foi impactado com a crise,                                        “vendendo-o a preços inferiores aos da ocasião da aquisição”. A FACEAL optou por aguardar o desenvolvimento da crise                      e só agirá no momento que julgar mais adequado.