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Investimentos tiveram queda devido à greve dos caminhoneiros

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por comunicacao publicado 17/07/2018 17h37, última modificação 17/07/2018 17h45

 

Maio foi um dos piores meses dos últimos 14 anos

 

De 2016 até o primeiro quadrimestre desse ano, a Fundação Ceal de Assistência Social e Previdência conseguiu bater todas as suas metas previstas para todos os períodos e sua rentabilidade sempre esteve acima do esperado. O cenário financeiro era bom e tudo levava a crer que maio seria um mês propício para alcançarmos, novamente, uma boa rentabilidade, mas a greve nacional dos caminhoneiros, que paralisou o país e causou uma crise generalizada em todos os setores, também afetou, e muito, o mercado financeiro, e, consequentemente, os fundos de pensão.

Em função da forte volatilidade do mercado financeiro durante o último mês de maio, quase todos os investimentos, inclusive os fundos de Renda Fixa, que tinham em sua carteira títulos indexados à inflação, sofreram um forte impacto negativo diante das incertezas generalizadas com a situação político-econômica brasileira. Pode-se dizer que, depois da greve dos caminhoneiros, os preços dos ativos (bolsa, juros, real x dólar) passaram por momentos de stress absurdo, ocasionando consequências graves no mercado financeiro.

A Faceal também foi afetada por toda essa crise e levou um duro golpe em seus investimentos, sendo maio/2018 considerado o pior mês dos últimos 14 anos. Os números foram tão ruins que 92% das entidades fechadas de previdência complementar não conseguiram bater suas metas. Em janeiro/2018, esse número era bem menor: apenas 10% das entidades não haviam superado suas metas.

Mesmo diante dos números negativos e da volatilidade do mercado financeiro, a Faceal não medirá esforços para tentar recuperar, tão logo seja possível, a rentabilidade dos seus investimentos.

 

PRINCIPAIS CAUSAS DA CRISE: 

 

COPOM (Comitê de Política Monetária) surpreende e mantém taxa de juros - O novo corte esperado pelo mercado não ocorreu. Em reunião realizada no dia 15 de maio de 2018, o Copom manteve a taxa Selic em 6,5% a.a., encerrando um ciclo de 12 quedas consecutivas. Em maio, os investimentos prefixados e indexados à inflação tiveram rentabilidade negativa.

Greve dos caminhoneiros - O mercado ficou atento a repercussão da greve dos caminhoneiros, que levou ao desabastecimento de combustíveis e suprimentos para alguns setores. Os impactos na economia brasileira foram profundos.

Juros americanos - O FED (o Banco Central dos EUA) sinalizou, para o mercado, provável aumento da taxa de juros americana para a próxima reunião. Esse movimento ocasionou a diminuição da atratividade dos investimentos nas economias emergentes, entre elas o Brasil. Além disso, os EUA se retirou do acordo nuclear do Irã, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, trazendo volatilidade sobre o preço dessa commodity.

Bolsa registra forte queda - O índice Ibovespa fechou em 76.753,6 pontos no mês de maio, pressionado pelo ambiente externo menos favorável, pelos impactos da greve dos caminhoneiros e incertezas no cenário interno. Foi a maior queda mensal desde setembro de 2014.

Dólar dispara - A cotação do dólar subiu de forma expressiva, fechando maio em R$ 3,74 (alta de 6,6% no mês). O aumento das incertezas no cenário interno e a valorização do dólar no mercado internacional pressionaram o real durante o mês.