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Faceal busca maior rentabilidade investindo em renda variável

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por comunicacao publicado 10/04/2018 16h18, última modificação 10/04/2018 16h18

Para bater com folga suas metas previstas para 2017, a Faceal não teve necessidade de realizar investimentos em renda variável, expostos a riscos maiores que os segmentos de renda fixa, multimercado   e outros. Já para 2018, a Fundação pretende alterar sua estratégia, visto a mudança do cenário, com o fechamento significativo das taxas de juros, o que dificultará atingir as metas se os investimentos ficarem centralizados na renda fixa. Para alcançar bons resultados, apesar dos fatores apontarem para uma maior volatilidade diante das incertezas relacionadas à aprovação da Reforma da Previdência e a Eleição Presidencial, a Faceal terá que aumentar seus investimentos em renda variável.

Mesmo com o ritmo moderado, recuperação da atividade econômica sem sobreaquecimento e com taxa de desemprego beirando os 12%, os dados vem demonstrando uma melhora da economia, o que tem atraído as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC’s) a investir no segmento renda variável, mesmo estando expostos a mais riscos.  

Segundo a Aditus, empresa que realiza o acompanhamento dos investimentos de 108 EFPC’s incluindo a Faceal, a média dos rendimentos oriundos de investimentos em renda variável em 2017 foi de 19,3% e os investimentos dos Planos CD nesse mesmo segmento corresponderam, em média, a 6,77% dos seus patrimônios. Na Fundação, o montante investido pelo Plano CD em renda variável no ano passado foi de apenas 0,21% do patrimônio, o que pode ter sido determinante para que a rentabilidade total alcançada nos últimos doze meses tivesse sido de 10,65%, abaixo da mediana das rentabilidades das 108 EFPC’s. 

Em busca de resultados cada vez melhores, a Faceal sinalizou em suas Políticas de Investimentos a necessidade de um maior direcionamento para aplicações no segmento renda variável, reduzindo sua aversão ao risco e consequentemente, elevando de 6% para 18% o B-Var (medida de risco para avaliar a possível perda de valor de determinado investimento em relação ao seu índice de referência ou benchmark).

Na mesma direção, a Diretoria Administrativo-Financeira analisou diversos fundos de investimento em segmento de renda variável e levou proposta ao Comitê de Investimentos, que recomendou a aplicação de R$ 15 milhões, em janeiro deste ano, no fundo selecionado, o que trouxe bons resultados para o Plano CD. Com isso, o percentual de investimento no segmento de renda variável subiu de 0,21% para 4,72%.

TAXA DE JUROS

Desde outubro de 2016, o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou um ciclo de afrouxamento monetário que tende a prosseguir no começo de 2018, com sinais significativos de que deve promover mais uma queda na taxa de juros, finalizada em 2017 em 7% ao ano. A inflação fechou o ano em 2,95%, abaixo do piso da meta. Em consequência, o mercado de juros futuros registrou fechamento (baixa) nas taxas.

Para a SulAmérica, gestora de investimentos da Faceal, a continuidade do ciclo de queda da taxa SELIC, os riscos de longo prazo e a necessidade de financiamento do Tesouro no médio prazo, levarão à continuidade da queda nas taxas, ainda que em menor intensidade, podendo a SELIC chegar a 6,50%. De tal forma, o mercado de juros reais indica performance mais tímida e que as rentabilidades dos investimentos em renda fixa tendem a diminuir significativamente, daí a necessidade de investir mais em renda variável, para buscar uma maior rentabilidade dos investimentos da Fundação.

A Aditus acredita que, com as incertezas nas economias desenvolvidas, a imprevisibilidade do quadro doméstico para 2018 e com o excesso de caixa acumulado ao longo do ano, os investidores locais devem continuar a se mover para o risco mais gradual em virtude do baixo nível de prêmio e alto nível de risco em todo o mercado.