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Desafio para os fundos de previdência

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por selma.santos publicado 23/06/2016 04h21, última modificação 01/07/2009 09h55
Apesar de ser um fator positivo para o desenvolvimento da economia brasileira, a queda dos juros básicos para um patamar de apenas um dígito pela primeira vez na História representa o surgimento de um grande desafio para os gestores de fundos de previdência privada: como fazer com que a rentabilidade das aplicações seja suficiente para permitir o cumprimento das metas de retorno estabelecidas.


Hoje, a taxa básica de juros Selic está fixada em 9,25% ao ano. Como a maioria dos fundos estabelece uma meta de rentabilidade equivalente a 6% mais a variação da inflação, a aplicação em títulos do governo, papéis que oferecem grande segurança aos investidores, não é mais garantia de cumprimento dos objetivos, diante de uma inflação de 4,5% projetada oficialmente para 2009, por exemplo.

Desta forma, e diante da regulamentação estabelecida pela SPC - Secretaria de Previdência Complementar, os gestores de fundos têm enfrentado dificuldades para cumprir as metas de rentabilidade. A expectativa é que sejam abrandadas as regras estabelecidas para minimizar os riscos a que estão sujeitas as aplicações feitas com o patrimônio dos fundos.

A imprensa tem nos informado que o governo já avalia reduzir as exigências e limitações às formas de aplicação de recursos dos fundos de previdência, com o intuito de permitir a opção por investimentos mais rentáveis, que viabilizem o cumprimento das metas.

Sabemos que há limitações severas aos investimentos em imóveis e fundos imobiliários, em Bolsa de Valores ou em ativos no exterior, por exemplo. A flexibilização dos limites de investimentos nessas e em outras opções de aplicação permitiria aos gestores dos fundos obter rentabilidade mais elevada.

O problema é que a opção por investimentos que garantam retorno mais alto geralmente equivale à exposição dos fundos a riscos mais elevados. A questão que fica, portanto, é que as equipes gestoras dos fundos terão de desenvolver sistemas de planejamento, de gerenciamento e de equalização de exposição a riscos muito mais eficientes para evitar deixar a descoberto o patrimônio dos participantes.[2]

O certo é que a economia brasileira, ao reequilibrar-se após os abalos causados pela crise internacional, entra em outro patamar e encara uma nova realidade. O tempo dos juros estratosféricos foi ultrapassado. Vivemos agora a perspectiva de contar com taxas próximas às dos países mais desenvolvidos. Teremos de aprender a gerir nossos fundos previdenciários de forma ainda mais equilibrada, mas encarando riscos calculados para garantir a rentabilidade e a perenidade desses importantes instrumentos de planejamento financeiro. A ordem é reaprender a investir bem.


Fonte: www.segs.com.br