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Deraldo Camerino - o responsável pela intervenção na Faceal

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por admin publicado 23/06/2016 04h20, última modificação 22/12/2005 00h00

 Aposentado desde 1997, o ex-presidente da Fundação Ceal de Assistência Social e Previdência Deraldo Lopes Camerino, hoje com 61 anos de idade, é um assistido da Fundação que ajudou a reerguer antes e após a intervenção. Mesmo aposentado com 38 anos de serviços prestados à instituição, ele ainda está na ativa como Consultor Administrativo na área de Engenharia da Ceal e em entrevista ao Informativo Faceal, Deraldo Camerino conta que, quando foi convidado para ser presidente da Fundação por Laércio Malta, então presidente da Ceal, foi surpreendido, pois trabalhava na área externa da empresa. Porém, a decisão era unânime da Ceal e o Governador do Estado já havia “batido o martelo”.

Intervenção salvou a Fundação, diz Deraldo Camerino

Terminada a gestão Oswaldo Braga, assumiu João Alfredo Carvalho Malta em agosto de 1988, permanecendo no comando da Fundação no período de dois anos e oito meses. Foi substituído em maio de 1991 por Deocleciano Xavier. Em junho de 1992, a diretoria da patrocinadora indicou para o cargo de presidente Deraldo Lopes Camerino, aquele que enfrentou o desafio de pedir intervenção na instituição.
“Assumi para uma gestão de nove meses. Logo de início constatei que a Fundação passava por sérios problemas. Seu patrimônio estava nas mãos da patrocinadora, que não repassava sequer as contribuições que descontava dos participantes. Tentei resolver essa situação com a diretoria da empresa. Como não houve solução, informei ao Ministério da Previdência Social tudo que estava acontecendo”, conta Deraldo.
Com o apoio dos demais diretores da Fundação (Edgar César Palmeira e Isauro Carvalho Malta, respectivamente, diretores Administrativo-Financeiro e de Seguridade), Deraldo fez uma radiografia da Fundação e encaminhou ao ministério, que enviou dois consultores para confirmar as informações. 
“Os consultores tinham prazo de oito dias para fazer uma auditoria na Fundação, mas em apenas três dias eles retornaram a Brasília, pois o que constava no relatório que enviamos ao ministério já era o bastante. Depois disto, voltei a conversar com a Diretoria da Ceal. Ela não acreditou na hipótese de uma intervenção, que logo foi publicada no Diário Oficial da União”, lembra Deraldo.
No dia seguinte à publicação, o interventor chegou para assumir o comando da Fundação, em março de 1993.
A intervenção, segundo Deraldo Camerino, foi eminentemente técnica, por causa da dívida da patrocinadora, de R$ 26 milhões. “Mas se não fosse o trabalho do interventor, o inspetor do Banco do Brasil Benedito Graça, que tenho hoje como um amigo-irmão, a Fundação não estaria comemorando seus 30 anos de existência. Ela só existe em função do trabalho de Benedito”, afirma Deraldo, com veemência.
A determinação do Ministério da Previdência, em obediência à legislação vigente, era para que no prazo de seis meses o problema da dívida fosse resolvido. Caso contrário, o fundo de pensão dos trabalhadores da Ceal seria liquidado em caráter extrajudicial. “O interventor sanou não apenas a dívida, mas também o Plano de Benefício da Faceal, que era conhecido como procissão dos miseráveis”, enfatiza Deraldo.
Terminado o período de intervenção, Deraldo reassumiu o cargo de presidente, em novembro de 1996. A Fundação, segundo ele, estava limpa, enxuta, com o débito consolidado e com contrato de parcelamento da dívida aprovado pela Secretaria de Previdência Complementar (SPC). A Ceal passou a cumprir fielmente seus compromissos e a Faceal estava pronta para ser administrada, com um novo Estatuto e um novo Plano de Benefícios.
Aproximadamente 130 funcionários foram aposentados, com complementação digna ao seu salário, durante o segundo mandato de Deraldo Camerino, que durou 11 meses. Ele permaneceu na Fundação até quando achou que havia cumprido sua tarefa. Procurou, então, o presidente da Ceal, Neilton Silva, e entregou-lhe uma carta solicitando sua aposentadoria, sendo substituído por Luzanira Mª Tavares Benevides.
Hoje, um dos desejos do ex-presidente e participante assistido Deraldo Camerino é que os diretores da Faceal não poupem esforços para aprovar o Plano Misto junto à SPC, “pois tem muita gente aguardando essa aprovação”. Defende também, a criação de mais um trabalho de preparação junto aos que vão se aposentar, para que eles tenham perspectivas futuras com relação à aposentadoria.