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Entrevista

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por Manuela — publicado 23/06/2016 04h20, última modificação 10/01/2005 00h00
Presidente João Nobre fala sobre os novos rumos da Faceal

As Entidades Fechadas de Previdência Complementar vivem um momento histórico em todo o Brasil, com grandes perspectivas de crescimento. A Emenda Constitucional nº. 20, as leis Complementares 108 e 109 e a adequação da regra tributária – não permitindo a incidência de imposto durante fase de capitalização das reservas -, trouxeram estabilidade ao sistema, que representa um patrimônio da ordem de R$ 260 bilhões na economia nacional, o equivalente a 17% de todas as riquezas produzidas no país. A Faceal, que ocupa boa posição no ranking nacional dessa força investidora, quer se profissionalizar cada vez mais para continuar crescendo e cumprir o seu papel de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos seus participantes aposentados. A nova diretoria procura estabelecer na Fundação uma dinâmica administrativa de empresa madura, competente e responsável, como revela o presidente João Nobre e Silva nesta entrevista.

- Quais as principais metas da Diretoria Executiva da Faceal neste momento em que os fundos de pensão vivem um marco histórico no País, com grandes perspectivas de crescimento?

A Diretoria Executiva da Faceal, durante o ano de 2005, estará voltada e focada nos seus controles internos e governança corporativa, buscando alinhar a gestão em termos de valores, transparência e responsabilidade social. O controle dos riscos também será uma permanente preocupação dos seus gestores.

- Como as ações e metas da diretoria têm sido compartilhadas com os conselheiros e colaboradores?

A Fundação trabalha com um Planejamento Estratégico de três anos. A revisão e atualização desse documento, para o triênio 2005-2007, foram realizadas em um seminário no último dia 8 de março com a participação de todos os conselheiros deliberativos e fiscais, diretores e colaboradores. A metodologia adotada, tendo como facilitador um consultor externo, contribuiu para um processo de revisão e construção coletiva do documento, inclusive, com a aprovação de uma ação para monitorar o seu próprio cumprimento. Esse Planejamento Estratégico 2005-2007, peça norteadora das atividades da Fundação, se desdobrará em Metas e Planos de Ação com colaboradores Responsáveis e prazos e metas a cumprir.

- Logo que assumiu, a diretoria promoveu um workshop, com a participação dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, para fazer uma radiografia da Fundação e dar início à discussão com vistas aos novos rumos que estão sendo dados à instituição. Outros encontros de trabalho – com conselheiros, diretores e colaboradores – têm sido realizados freqüentemente. De que forma a diretoria está trabalhando para consolidar os novos rumos da Fundação?

Procurando, em todas as oportunidades, estabelecer uma dinâmica administrativa de empresa madura, competente e responsável. O engajamento do corpo diretivo estatutário com os colaboradores internos e externos da Fundação, buscando o cumprimento das metas e ações estabelecidas no Planejamento Estratégico, é o ponto fundamental. Aquele documento foi muito bem construído e será determinante para o futuro da Faceal.

- Os fundos de pensão existem no Brasil desde os anos 70. Depois de perder a imunidade tributária nos anos 80 e enfrentar períodos de grande turbulência até o final da década de 90, o sistema pode agora vislumbrar um cenário bastante otimista, com maior credibilidade e legislação mais favorável. De que forma o senhor analisa esse novo horizonte em relação à Faceal, o fundo de pensão pioneiro de Alagoas, que está completando 30 anos de existência?

O sistema privado de previdência complementar está se profissionalizando cada vez mais e a importância das entidades que o compõem se dá a partir da constatação de uma riqueza da ordem de R$ 260 bilhões, o que representa 17% do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no País. Certamente, o cenário é mais favorável e as Entidades Fechadas de Previdência Complementar – EFPCs – se consolidam como uma força investidora a atender as necessidades do Brasil . O mercado de ativos está atraente, com credibilidade e oferecendo boa rentabilidade. O País cresce e precisa de novos e contínuos investimentos para isso. A Faceal, que completa três décadas em outubro deste ano, está inserida nesse segmento ocupando a 143a posição no ranking nacional das 281 entidades de previdência complementar. É superavitária e precisa  continuar   sendo para que possa cumprir o seu papel ao proporcionar uma melhor qualidade de vida para seus participantes aposentados.

- Na sua visão, o que a Faceal representa para seus participantes?

A certeza de continuidade de uma vida mais protegida e tranqüila para aqueles que já deram sua parcela na construção do País e a garantia de que os recursos disponíveis na Fundação estão sendo muito bem administrados e investidos para que amanhã, os que hoje estão na ativa, possam usufruir da mesma segurança.

- Qual a mensagem da nova diretoria aos participantes e colaboradores da Fundação?

Acreditem na Faceal. Essa entidade é sólida e um dos fundamentos para que continue assim é a dedicação, comprometimento e qualificação de seus colaboradores. Os atuais dirigentes não medirão esforços para isso e ao continuar contando com o apoio da patrocinadora e dos órgãos deliberativo superior e fiscal, considerados indispensáveis ao pleno funcionamento da Fundação, certamente conseguiremos.