SOB CONTROLE
Um Plano de Previdência é um investimento de longo prazo que para alcançar o gozo dos benefícios se deve contribuir ao longo de 20 ou 30 anos. No decorrer desse tempo, o desempenho favorável no que se refere aos investimentos dos recursos, é de fundamental importância para garantir o cumprimento do compromisso maior, o pagamento dos benefícios. No entanto, ter um bom desempenho não significa necessariamente ter uma rentabilidade alta permanentemente mas sim, ter consistência e segurança ao longo dos anos, ou seja, ter baixo risco.
Alguns fatores podem representar riscos a esse desempenho e exigem permanente monitoramento, seja para eliminá-los ou para minimizá-los. A inflação é um desses fatores. Não é segredo para nenhum participante da Fundação que a meta atuarial (obrigação da Entidade para com o participante do plano BD) está diretamente relacionada a um índice de inflação que, no caso da FACEAL, é o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC).
Um exemplo da materialização desse risco ocorreu com a aceleração do INPC verificada entre os meses de maio de 2007 a maio de 2008, com percentuais de 0,26% e 0,96% respectivamente.
A Fundação, entendendo que esse período inflacionário seria curto, protegeu os recursos financeiros de seus participantes aportando-os em Papel Pós-Fixado (Títulos do Governo Federal), ou seja, acreditou na elevação da taxa básica de juros, a SELIC.
Ao acreditar que a subida da SELIC seria uma questão de tempo - pois com a elevação dessa taxa a inflação recuaria, já que uma das vertentes desse estouro inflacionário era o consumo e que para inibir o consumo a arma mais eficaz do Banco Central é a elevação da taxa de juros - a Fundação não hesitou em adquirir Letras Financeiras do Tesouro. Nesse contexto, a Renda Fixa da FACEAL, representada pelos Fundos Guaxuma, Maragogi e Ponta Verde foi se nutrindo de Títulos do Governo Federal, que são reajustados pela SELIC, para obter o ganho oriundo da elevação da taxa e em seguida esperar uma queda nos índices de inflação.
Desde junho deste ano a inflação vem aliviando sua ascendência – recuou de 0,91% em junho para 0,58% em julho e 0,21% em agosto – restando à Fundação colher os frutos dessa investida.