SOB CONTROLE
O mundo inteiro ficou sabendo através da imprensa sobre a crise financeira iniciada em agosto do ano passado nos Estados Unidos. Esse fenômeno é oriundo do setor imobiliário, mais precisamente de um segmento que concede empréstimos com elevadas taxas de juros a um público que apresenta maior risco de não pagar seus compromissos financeiros.
O ganho fabuloso por parte de quem empresta o dinheiro desencadeou um grande endividamento das famílias norte-americanas que contraíram empréstimos. E, para completar a desordem econômica nos EUA, a inflação subiu, ocasionando a diminuição do poder de compra e a elevação do custo de vida. Com isso, o dinheiro de pagar as prestações começou a ficar escasso.
Essa crise provocou um pânico geral no mercado financeiro mundial, pois se os bancos utilizam o dinheiro de seus clientes para emprestar aos que não têm condições de pagar, a clientela acaba não recebendo o capital de volta, e foi isso o que aconteceu.
No entanto, pode-se garantir que os investimentos operados pela Faceal não sofreram abalo, pois a Fundação não possui operação com nenhum dos bancos atingidos pela crise norte-americana.
Os recursos financeiros da Faceal estão divididos em três Fundos de Investimento em Ações e quatro em Renda Fixa. Com a crise, a Fundação resolveu adotar uma postura mais conservadora, aportando os recursos novos em Renda Fixa, onde o maior tomador de dinheiro emprestado é o Governo Federal, que paga uma taxa de juros relativamente baixa (12% ao ano), mas, por outro lado, a possibilidade de perda do capital com esse papel fica bastante reduzida e o patrimônio do participante protegido.
Apesar de estar inserida num problema inflacionário que atinge todo o mundo e uma demanda por commodities (alimentos, petróleo etc) desenfreada, que faz o preço subir bastante, a Faceal vem buscando garantir a tranqüilidade de seus participantes através da análise detalhada dos ativos disponíveis no mercado, do resguardo da euforia representada pelo sobe e desce da Bovespa e do aporte, com cautela e parcimônia, em ativos de Renda Fixa.