SOB CONTROLE
Mal os brasileiros comemoraram o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), e 2008 já nasceu trazendo mais impostos.
Com a justificativa de que precisa compensar parte das perdas provocadas pelo fim da CPMF - cerca de R$ 40 bilhões - o governo passará a cobrar 0,38% sobre as operações de crédito, seguros e câmbio que antes não eram tributadas pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). As operações que já são tributadas pelo IOF terão aumento de 0,38% da alíquota.
Mesmo sendo menos amplo que a CPMF – que inseria sobre qualquer movimentação financeira, como depósito ou retirada na conta corrente -, o IOF deve acarretar uma arrecadação de R$ 10 bilhões se somado a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos, que vai passar de 9% para 15%.
Outros R$ 10 bilhões chegarão aos cofres públicos com o aumento de arrecadação provocado pelo crescimento da economia. Para fechar a conta o governo promete cortar R$ 20 bilhões dos gastos governamentais, garantindo, entretanto, não prejudicar os programas sociais e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Os clientes bancários devem ficar atentos. Afinal, os bancos devem repassar os novos gastos com o aumento da CSLL para os consumidores por meio de um aumento nas tarifas cobradas por suas operações.
E o crescimento tributário não para por aí. O governo estuda ampliar as alíquotas de outros impostos, de preferência nas contribuições, pois estas não precisam ser divididas com os Estados e são mais fáceis de serem aumentadas, como no caso dos impostos sobre os combustíveis.
Mais uma vez a população parece sair perdendo. Deixa de pagar contribuições sobre movimentações bancárias, mas vê um aumento na cobrança dos impostos sobre os empréstimos que possa vir a adquirir.
É preciso estar atento as medidas adotadas pelo governo durante o ano. Redobre o controle com as dívidas feitas com o cartão de crédito que, por se tratar de financiamento, ficarão mais caras.