SOB CONTROLE
Mylena Araújo*
Pesquisar em diversas lojas, questionar os preços, pedir descontos para pagamento à vista, enfim, pechinchar! Essa é a sugestão do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC). As lojas estão dispostas a vender suas mercadorias por um preço abaixo do anunciado, e para isso elas costumam acrescentar uma “gordurinha” no preço, que será retirada somente se o cliente pedir desconto.
O ato de pechinchar não é novidade, o preço fixo é que é uma invenção recente do comércio ocidental. Nas feiras medievais o valor pago por determinado produto dependia de sua relação de oferta-demanda, assim como ocorre nas bolsas de valores. Esse costume ainda é mantido em feiras de rua no Brasil, e nas feiras dos países árabes, como o Marrocos.
Para conseguir uma boa pechincha o primeiro passo é planejar-se para saber exatamente o que você precisa comprar e quanto você pode pagar, evitando assim se deixar iludir por aqueles anúncios maravilhosos de promoção e gastar seu dinheiro com coisas inúteis, ou se endividar apenas para ter uma roupa nova ou trocar os eletrodomésticos.
Ao chegar na loja seja simpático com os vendedores e elogie o produto, alguns compradores agem de forma prepotente por ter o poder de compra na mão, e com isso só irritam o vendedor – que por sua vez não fará o menor esforço para reduzir o preço.
Tenha sempre em mente o valor máximo que você está disposto a pagar pelo produto. Comece oferecendo um valor inferior ao que você definiu como sendo seu limite: se der sorte, o vendedor pode concordar, senão, ele aumentará um pouco o preço, mas provavelmente ainda ficará dentro do seu orçamento.
Se mesmo depois de pechinchar bastante você não conseguir o preço que cabe no orçamento, não tenha vergonha de dizer que não vai comprar. Siga sua pesquisa por outras lojas até encontrar o produto ideal: aquele que atenda completamente suas necessidades e (principalmente) caiba no seu bolso!
(*) É estudante de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Alagoas e estagiária da FACEAL.