A trajetória da Fundação, segundo o engenheiro Marcos Cotrim
Dos obstáculos à modernidade
A história dos 30 anos da previdência complementar dos empregados da Ceal é contada, também, pelo engenheiro Marcos Cotrim. Como participante fundador e atualmente na condição de assistido e membro suplente do Conselho Deliberativo, Cotrim acompanha a trajetória da Faceal desde os primeiros passos de sua existência, um bem que ele classifica como “a maior segurança e dignidade proporcionados por uma empresa aos seus trabalhadores e dependentes”.
Em seu relato, Cotrim lembra, entre vários obstáculos superados, o primeiro Estatuto da Faceal, que foi aprovado pelo Ministério Público em 29 de janeiro de 1976, as dificuldades para aquisição da sede própria da Fundação, a adesão dos empregados que não tinham o menor conhecimento da sua importância, a não ser a de emprestar dinheiro a custo baixo, o repasse de recursos da patrocinadora e o reconhecimento desses custos na tarifa por parte do DNAEE.
A trajetória da Fundação, segundo Marcos Cotrim, “foi marcada por alguns problemas quase que intransponíveis”. Como ilustração ele cita “a contribuição mensal dos participantes, que era meramente simbólica; o plano de aposentadoria, incipiente em conseqüência da baixa contribuição dos empregados e, principalmente, o débito acumulado pela patrocinadora ao longo dos anos”.
“O advento do Plano Bresser, no início dos anos 90, o Programa de Privatizações e a globalização da economia concorreram para uma convergência de solução dos ativos da Faceal e de um novo Plano de Benefício para os seus associados, onde empregado, empregador e dirigentes da Fundação deram as mãos no sentido de viabilizar os destinos da entidade, culminando com a intervenção federal de julho de 1993 a outubro de 1996”, enfatiza Cotrim.
Na trajetória da Fundação, Cotrim lembra ainda a posse, em 2 de dezembro de 1996, dos primeiros membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e, também, do diretor Administrativo-Financeiro eleitos pelos participantes para uma gestão de quatro anos. “Em dezembro de 2000, iniciou-se a segunda gestão eleita pelos participantes, assim transcorrendo as demais eleições até os dias de hoje”, recorda.
Foram inúmeras as dificuldades vividas pela Fundação, mas todas elas suplantadas. “E com a seriedade com que os fundos de pensão são acompanhados e fiscalizados atualmente e, ainda, com a visão empreendedora de seus atuais dirigentes, a Faceal está hoje numa situação confortável, buscando na governança corporativa novos parâmetros para garantir o bem-estar dos participantes, pautada numa administração moderna e transparente”, concluiu Cotrim.